
Quando se fala em glicose, quase sempre os carboidratos recebem toda a atenção.
Mas existe outro nutriente importante na alimentação: a gordura.
A gordura não deve ser vista simplesmente como inimiga da glicose.
Ela possui funções importantes no organismo, participa da absorção de determinadas vitaminas, fornece energia e faz parte das estruturas celulares.
O problema está na qualidade, quantidade e contexto da alimentação.
A American Diabetes Association destaca que escolher os tipos adequados de gordura faz parte de uma alimentação saudável e recomenda maior presença de gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas em comparação às gorduras saturadas e trans. Diabetes.org
Gordura aumenta a glicose?
A resposta não é tão direta quanto dizer “sim”.
A gordura não é transformada em glicose da mesma maneira que um carboidrato é.
Porém, isso não significa que ela seja metabolicamente irrelevante.
A composição de uma refeição pode influenciar a velocidade com que seus nutrientes são digeridos e absorvidos.
Além disso, excesso de gordura saturada pode estar relacionado a um padrão alimentar menos saudável e a maior risco cardiovascular.
Por que a qualidade da gordura importa?
Existem diferentes tipos de gordura.
Entre eles:
- monoinsaturadas;
- poli-insaturadas;
- saturadas;
- trans.
Esses tipos apresentam características diferentes.
A ADA recomenda priorizar gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas e reduzir gorduras saturadas e trans. Diabetes.org
Onde encontramos gorduras insaturadas?
Algumas fontes incluem:
- azeite;
- abacate;
- castanhas;
- sementes;
- peixes;
- alguns óleos vegetais.
Isso não significa que esses alimentos possam ser consumidos sem limite.
Gorduras possuem alta densidade energética.
A quantidade também importa.
E a gordura saturada?
Ela está presente em alimentos como:
- manteiga;
- carnes mais gordurosas;
- embutidos;
- alguns produtos lácteos;
- óleo de coco;
- óleo de palma.
A ADA recomenda limitar a quantidade de gordura saturada na alimentação. Diabetes.org
E a gordura trans?
A gordura trans merece atenção especial.
Ela está associada a efeitos negativos para a saúde cardiovascular.
Por isso, reduzir seu consumo é uma recomendação importante dentro de uma alimentação saudável.
Gordura deixa a digestão mais lenta?
A composição da refeição pode influenciar a velocidade de digestão e absorção.
Uma refeição com diferentes nutrientes não produz necessariamente a mesma resposta que um alimento isolado.
Isso ajuda a explicar por que duas refeições com quantidade semelhante de carboidratos podem produzir respostas diferentes.
Mas não significa que adicionar gordura a uma refeição seja uma estratégia universal para controlar a glicose.
Então devemos cortar toda gordura?
Não.
Eliminar completamente a gordura da alimentação não é uma estratégia adequada para a maioria das pessoas.
O organismo precisa desse nutriente.
O objetivo é escolher melhor as fontes e evitar excesso.
Conclusão
Gordura e glicose possuem uma relação mais complexa do que simplesmente “gordura faz subir a glicose”.
A qualidade da gordura, quantidade consumida e composição da refeição precisam ser consideradas.
A ADA recomenda priorizar fontes de gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas e limitar gorduras saturadas e trans. Diabetes.org
Uma alimentação equilibrada não precisa eliminar completamente a gordura.
Aviso de saúde: recomendações alimentares individuais devem considerar necessidades, condições de saúde e orientação profissional.
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